
"Amor é quando você tem todos os motivos para desistir de alguém, e não desiste."
William Shakespeare
O grande pensador francês Blaise Pascal, disse certa vez:
“O coração tem razões que a razão desconhece.”
Penso que tanto Shakespeare como Pascal, tentaram falar a mesma coisa, em suas frases citadas acima.
O amor, geralmente é mal interpretado pelas pessoas, confundem paixão, desejo, carência afetiva e apego com o amor.
Quando se ama, a postura em relação ao objeto desse amor é totalmente diferente, o desejo de está próximo, de cuidar, de se preocupar e tentar auxiliar o outro é característica marcante nas ações de quem ama.
Enfrenta todos os desafios, não desiste nunca da pessoa amada, suportando todas as dificuldades.
O ciúme, tempero que usado na porção certa, pode dá um sabor a mais na relação, o excesso pelo contrário pode destruir qualquer relacionamento.
Shakespeare, falando sobre todos os motivos que poderia nos fazer desistir de alguém que amamos e mesmo assim não conseguimos. Com certeza estava se referindo a sua mais famosa história de amor, Romeu e Julieta.
Tudo conspirava para que ambos não terminassem juntos, mesmo assim, lutaram pelo amor, até o limite.
Desde sempre, os obstáculos do amor estão presentes nos relacionamentos, é impossível conviver com alguém e não ter que passar por determinadas provas nesse relacionamento.
A opinião da família, dos amigos, parentes, colegas, da própria sociedade em si, é muito pesada na hora de tomar decisões que envolvem o coração.
Todos que convivem conosco se acham no direito de opinar, de saber nos dizer o que é melhor para nós, quem deve ser o nosso par perfeito, quem combina conosco... Não existe nada mais falso do que esta visão do “combinar”..... As coisas do coração não podem ser comparadas com a melhor roupa, penteado ou jóia que usamos....
Quando duas almas se amam, conseguem criar uma relação saudável, equilibrada e com respeito. Não há o vício dos maus tratos, da falta de cordialidade que existe na maioria das relações, pois escolhas feitas sem meditação e com segundas intenções, somente produzem dor e sofrimento para quem assim deseja viver.
O amor, não tem regras, pelo contrário, ele quebra todas as regras, viola todas as normas de condutas e vai para além das próprias limitações da sociedade.
Quase sempre nos aconselhamos sobre as questões do amor com pessoas frustradas que não são felizes e buscam destruir a nossa felicidade, deveríamos buscar o conselho sobre a vida a dois com pessoas que são felizes em suas vidas amorosas, pessoas mais vividas que apesar de todos os desafios que a vida lhes impôs, conseguiram seguir juntos, vivendo o amor.
Em matéria de amor, somente a opinião de quem sabe amar e vive o amor é importante, quem desconhece não poderá opinar e muito pelo contrário, ela pode destruir o seu relacionamento!
Amar segundo Shakespeare é ter a capacidade de se encantar com a mesma pessoa todos os dias, de gostar de está junto, de conversar e contar com essa amizade a qualquer momento, mesmo que a insegurança e outros desejos possam criar conflitos dentro de si, o amor é sempre mais forte no final, ele sempre vence, pois, tudo pode, tudo suporta e sabe esperar.
No pensamento de Pascal, ele fala sobre o conflito entre a razão e o coração, qual atitude tomar?
Qual conselho ouvir, o que diz a minha mente ou o que diz o meu coração?
É por isso, que o coração tem suas próprias razões, obedece a seus próprios padrões e quase sempre causa surpresa na razão, quando toma suas decisões.
Pessoas excessivamente racionais possuem grandes dificuldades para entenderem as coisas do coração, pois, perdem um tempo enorme calculando suas ações, medindo conseqüências, prós e contras, vai dá certo ou vai dá errado, o que as pessoas do meu meio social vão pensar, etc.
Por isso Osho vai dizer:
“Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar, apesar de todas as conseqüências!”
Na dúvida siga o coração, ele sempre sabe o que é melhor para nós, o grande problema nas escolhas é confundir desejos com o amor e neste caso, nunca há a voz do coração, somente a da carne, por isso, há muita revolta contra o coração.
Outro pensamento muito interessante é o do Dalai Lama, que diz:
“Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.”
Amar não é fácil, o amor trás sofrimento, um não existe sem o outro, mas, o amor é sempre mais forte, pois o amor é divino. Não é fácil abrir mão de quem se ama, é dolorosa a ausência de quem queremos sempre ao nosso lado.
É preciso dá espaço para outro, convivência de mais, acaba por sufocar quem amamos, porém, não devemos nos afastar muito, usar a medida certa, ser cauteloso para não deixar murchar a relação.
Uma relação saudável somente é possível quando há segurança e respeito entre o casal. Pois tudo o que se faz por amor, está sempre além do bem e do mal, finalizando com Nietzsche.
Claudio Louzeiro
18/11/11